domingo, 12 de junho de 2011

ASSIM SURGUI A FESTA DE SÃO JOÃO.

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.
Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.
Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:
- Como poderei saber do nascimento do garoto?
- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa.
Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas.
Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica.
Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.
Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…
E, por falar nisso, também gostaria de contar porque existem essas bombas para alegrar os festejos de São João.
Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.
Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai.
A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.
No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse.
Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer:
- João!
Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.
Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados. Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…
Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

sábado, 28 de maio de 2011

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Contadores de histórias... quando ouvimos essa expressão quase sempre vamos lá atrás no tempo e nos recordamos de uma tia ou avó que nos contavam histórias antes de dormir. Infelizmente, contar histórias e, principalmente, se contar para o outro tem se tornado uma prática pouco comum ou quase inexistente. Perdemos o sentido mais primário que essa linguagem propicia: de agrupar pessoas, aproximar e compartilhar.

No corre-corre da vida, na linguagem industrial que algumas emissoras impõem, pouco tempo reservamos para simplesmente contar histórias para nossos filhos.
Esquecemos que, através das histórias, a criança cria seu próprio inventário moral, elabora questões que a angustiam e se sente alimentada.

Através de personagens que têm que vencer obstáculos, sair do âmbito familiar e conseguir sucesso no mundo externo preparamos o pequeno ouvinte para vivenciar com mais segurança suas próprias derrotas e perdas.

terça-feira, 24 de maio de 2011

História Acumulativa

ERA UMA VEZ UMA VELHA...

Era uma vez uma velha...
Era uma vez uma velha, que engoliu um inseto.
Que coisa estranha, engolir essa zorra!
Talvez ela morra!

Era uma vez uma velha, que engoliu uma ARANHA.
Que ria, corria e zumia dentro dela.
Ela engoliu a aranha para pegar o inseto.
Mas seria correto, ter comido um inseto?
Nossa, que zorra! Talvez ela morra!

Era uma vez uma velha, que engoliu um MORCEGO, nego um morcego.
Que engoliu uma ARANHA.
Que ria, corria e zumia dentro dela.
Ela engoliu o morcego, a aranha para pegar o inseto.
Mas seria correto, ter comido um inseto?
Nossa, que zorra! Talvez ela morra!

Era uma vez uma velha, que engoliu um TUCANO, que desumano.
Que engoliu uma aranha.
Que ria, corria e zumia dentro dela.
Ela engoliu o TUCANO, o MORCEGO, a ARANHA para pegar o inseto.
Mas seria correto, ter comido um inseto?
Nossa, que zorra! Talvez ela morra.

Era uma vez uma velha, que engoliu um MACACO. É um macaco...
Que engoliu uma aranha.
Que ria, corria e zumia dentro dela.
Ela engoliu o MACACO, o TUCANO, o MORCEGO, a ARANHA para pegar o inseto.
Mas seria correto, ter comido um inseto?
Nossa, que zorra! Talvez ela morra!

Era uma vez uma velha, que engoliu uma VACA.deve estar com a macaca...
Que engoliu uma aranha.
Que ria, corria e zumia dentro dela.
Ela engoliu a VACA, o MACACO, o TUCANO, o MORCEGO, a ARANHA para pegar o inseto.
Mas seria correto, ter comido um inseto?
Nossa, que zorra! Talvez ela morra!

Era uma vez uma velha, que engoliu um CAVALO. Nossa um cavalo. Gente...
Morreu é evidente.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Quando Deus Criou as Mães

Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou dele e lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação. Em que, afinal de contas, ela era tão especial?
O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.
Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.
Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.
Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma.
Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.
Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes.
Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido quase insignificante numa roupa especial para a festinha da escola.
Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.
Outro par para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: "eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo", mesmo sem dizer nenhuma palavra.
O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.
Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos, de superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.
Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.
Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas ainda assim insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.
Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.
Uma mulher de lábios ternos que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.
Lábios que soubessem falar de Deus, do universo e do amor.
Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.
Uma mulher. Uma mãe.

Dia do Indio

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